Nos dias 8 e 9 de novembro decorreu, no Centro Regional do Porto da Universidade Católica, o I Colóquio Internacional TEOTOPIAS: “Trazida ao espanto da luz”. A abertura, no Auditório das Pós-graduações, coube a José Manuel Pereira de Almeida [Vice-Reitor da Universidade Católica Portuguesa], Abel Canavarro [diretor da Faculdade de Teologia] e José Pedro Angélico [Vice-Diretor da Cátedra Poesia e Transcendência | Sophia de Mello Breyner Andresen].
A primeira conferência foi La elocuencia del misterio, de Miguel García-Baró [Universidad Pontificia Comillas . Madrid]. Seguiu-se o painel: O sagrado e o mistério como categorias de análise do religioso na literatura. Os casos de Dalila Pereira da Costa e de Mário Cláudio, por Martinho Soares [Universidade de Coimbra], e Redenção e deformidade. A poética do estranhamento como discurso teológico da modernidade, por Teresa Bartolomei [CITER . UCP Lisboa]. Encerrou os trabalhos da manhã a conferência de Cecilia Avenatti de Palumbo [Pontificia Universidad Católica Argentina . Buenos Aires]: Literatura y hospitalidad. El giro estético-dramático de la teología.
A tarde prosseguiu com o segundo painel, com três comunicações de investigadores da UCA, de Buenos Aires: Persigo a un colibrí de la hermosura. Lo sagrado en el espacio poético y el espacio poético como sagrado en Amelia Biagioni, por Ana Rodríguez Falcón; Alejandra Pizarnik: trazida [também] ao espanto da luz, por Mariano Carou, e Busco el nacer de la luz. Decir el desierto y la sed en la poética de Hugo Mujica, por Silvia Campana. Seguiu-se a conferência de Pedro Rodríguez Panizo [Universidad Pontificia Comillas . Madrid]: Razón teológica del arte literario.
Este primeiro dia do I Colóquio Internacional TEOTOPIAS terminou com o duas comunicações: A salvação que habita a palavra. Um diálogo entre teólogos e poetas, por Alex Villas Boas [CITER . UCP Lisboa], e A dimensão metafísica do banal profano. Graham Greene entre a literatura, o cinema e o ensaio, por Henrique Manuel Pereira [Escola das Artes / CPT . UCP Porto].

No sábado, já no Auditório Carvalho Guerra, Luís Adriano Carlos [Universidade do Porto] pronunciou a quarta conferência do Colóquio: O Ano de 1919. O primeiro painel deste segundo dia contou com a intervenção de três investigadores da Cátedra Poesia e Transcendência: De mãos vazias perante a morte. Sobre o vazio de Deus em Vergílio Ferreira, por Pedro Pereira; As coisas em que penso não existirão muitas vezes. A associação metonímica como princípio de continuidade em ‘Toda a Terra’, de Ruy Belo, por Hélder Moreira; e De poderes abrir a vida. Sobre a casa na poesia de Daniel Faria e de Luiza Neto Jorge, por Jorge Teixeira.
Os trabalhos da manhã terminaram com o quinto painel, duas comunicações: Silêncio de luz. Mística musical em Jorge de Sena, por Ana Paixão [Université Paris 8], e Monoteísmo da razão e do coração, politeísmo da imaginação e da arte. A mitologia nova em Fernando Pessoa e Sophia de Mello Breyner, por Steffen Dix [CITER . UCP Lisboa].
A tarde principiou com uma evocação da memória de Frei Agostinho da Cruz, por Ruy Ventura, poeta e investigador da Cátedra Poesia e Transcendência. Seguiu-se a apresentação do projeto TEOTOPIAS e do livro de José Rui Teixeira: ‘Vestigia Dei. Uma leitura teotopológica da literatura portuguesa’ [Cosmorama Edições]. Escutámos José Carlos Seabra Pereira [Universidade de Coimbra] — E se Deus nos falta? Inquietações espirituais e formas de relação com Deus na literatura portuguesa contemporânea — e Maria Clara Bingemer [Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro] — O espanto da luz e a inocência da carne. A poesia de Sophia de Mello Breyner e de Adélia Prado.
O sexto e último painel reuniu os dois diretores da Cátedra Poesia e Transcendência: o primeiro, Arnaldo de Pinho [2006-2013], falou sobre O transcendente, o sagrado e o cristão na obra de Sophia de Mello Breyner; e o segundo, José Rui Teixeira [2013-], sobre ‘No tempo dividido’. Mistagogia da temporalidade na poesia de Sophia.
Finalmente, foi apresentada a medalha comemorativa do centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen: Trazida ao espanto da luz, da autoria de Avelino Leite; Sofia Lourenço interpretou quatro composições de Bach e escutaram-se — na voz de Beatriz Teixeira — alguns poemas de Sophia. Coube a Isabel Braga da Cruz [Presidente do Centro Regional do Porto da UCP] as palavras de encerramento deste I Colóquio Internacional TEOTOPIAS.