II TEOTOPIAS

A VIOLENTA ESCURIDÃO DE SE ABEIRAR DA LUZ [Daniel Faria]


Colóquio Internacional TEOTOPIAS | 2021
Cinquentenário do nascimento de Daniel Faria

Universidade Católica Portuguesa | Porto
4-6 novembro 2019

Fundacional para a perceção e expressão do mistério, a linguagem poética é lugar de uma articulação pa-radoxal, nada acrescentando à representação descritiva do mundo [Ricoeur]. Encontrando-se o positivismo teológico em crise, paradigma que sempre cedeu demasiado à obsessão pela verdade, tem-se vindo a notar um crescente interesse pelo estudo teológico de produções literárias como lugares de redenção da lingua-gem referencial, própria do discurso tradicional da teologia. Na sua performatividade quase litúrgica, a linguagem poética aproxima o objeto do discurso teológico do seu eixo verdadeiramente referencial: “a transluminosa treva do Silêncio” [Pseudo-Dionísio Areopagita].

Eixos temáticos: linguagem poética e linguagem teológica: continuidades e descontinuidades; linguagem poética e linguagem mística: inter[con]textualidades; linguagem poética e sagrado: aproximações estético-fenomenológicas.


4 nov.

Reitoria da Universidade do Porto | Casa Comum


21:30 | Conversa/recital com os poetas Miriam Reyes, Sandra Costa e Valter Hugo Mãe:
A violenta escuridão de se abeirar da luz
Moderação: José Rui Teixeira


5 nov.

UCP Porto | Auditório Carvalho Guerra


15:00 | Abertura
José Pedro Angélico

15:30 | Conferência 1
Deus é uma palavra frágil. Sobre a poética e o método teológico
Pedro Valinho Gomes

16:10 | Conferência 2
La paradoja del oscuro-resplandor. Noche-día, luz-oscuridad en la poesía de Enrique Solinas
Silvia Campana

17:00 | Conferência 3
“Oscura es la palabra/ que ilumina nuestra noche”. La voz del silencio en Alberto Szpunberg
Ana Rodríguez Falcón

17:30 | Conferência 4
Mais aquém da transcendência. Pelo labirinto de um deus subterrâneo
José Pedro Angélico

18:00 | Apresentação do livro de José Pedro Angélico:
In illo tempore. Breve ensaio sobre a [im]possibilidade de uma teopoética
António Filipe Barbosa

18:40 | Conversa com Valter Hugo Mãe
Contra tudo. Escrever sem amarras
Moderação: Maria de Lourdes Pereira


6 nov.

UCP Porto | Auditório Carvalho Guerra


10:00 | Conferência 5
Ingmar Bergman e o “medo de morrer antes da vida”: a salvação pelo amor
Henrique Manuel Pereira

10:30 | Conferência 6
“A noite era uma possibilidade excepcional”. A obscuridade criadora na escrita de Clarice Lispector
Luigia De Crescenzo

11:20 | Evocação da memória e apresentação do livro de Maria Eulália de Macedo:
O meu chão é de vertigem
Maria João Reynaud e José Rui Teixeira

12:00 | Inauguração do Memorial de Sophia: Trazida ao espanto da luz, da autoria de Avelino Leite
Isabel Braga da Cruz
Fátima Vieira
Laura Castro
José Rui Teixeira

15:30 | Conferência 7
Ruy Belo, John Donne e alguns sinos ausentes
Manaíra Aires Athayde

16:00 | Conferência 8
“Soubesse eu morrer iluminando”: Daniel Faria y la metáfora de la luz en diálogo con Borges, Mann y otros autores contemporáneos
Mariano Carou

16:30 | Conferência 9
Uma magnólia no jardim do verbo absoluto: tradição e restituição do sagrado em Daniel Faria
Gonçalo Cordeiro

17:00 | Apresentação do livro de Gonçalo Cordeiro:
O poeta-teólogo. Revisitações literárias do imaginário bíblico em alguma poesia do século XX
José Rui Teixeira

18:00 | Conferência 10
José Antonio Ramos Sucre, poesía y representación: “A violenta escuridão de se abeirar da luz”
Carmen Ruiz Barrionuevo

18:30 | Apresentação e leituras de Insónia, antologia da poesia de Ramos Sucre
Aireya León e Miriam Reyes [com a participação de Rosa Trujillo]

19:15 | Encerramento
José Rui Teixeira